Lendo o livro “Diário de um fecenino” do Rubem Fonseca, cheguei ao termo “síndrome de Zuckerman” e que por sinal era justamente algo que discutia com dois amigos há pouco – um deles o Lucas ( http://tiny.cc/lq383 ) o outro o Jefé, sem blog mesmo.

Como pretendo trazer o Meu Monstro Favorito à ativa de novo, seria interessante que meus possíveis leitores – principalmente porque a maioria deles me conhece – soubessem um pouco sobre essa síndrome.

Pelo que deduzo ao ler o livro do Rubem Fonseca, ou seja, nada científico ou com a legitimidade de uma ampla bibliografia sobre o assunto, a síndrome de Zuckerman é “um problema” que faz com que os leitores achem/acreditem que o que foi escrito por um autor foi vivido por ele, ou que ele gostaria de viver aquilo. Ou que o que seus personagens dizem é o que ele almeja para si, o que diz ou disse. Ou seja, se um personagem tenta suicídio, as pessoas pensam que o autor quer se matar; se um personagem se divorcia, mesmo que o autor seja solteiro, os leitores pensam que ele não está bem no seu relacionamento; e assim por diante.

E isso nem sempre acontece, pelo menos nos meus textos isso quase nunca acontece. Mesmo porque meus textos são uma tentativa de mostrar situações e personagens criados para serem distintos da minha realidade, uma vez que não sendo um escritor de muito talento, sei que seria muito mais proveitoso só observar tais personagens, caso realmente existissem, que reduzi-los à minhas explicações e caracterizações quase sempre insuficientes para a formação de um personagem tão complexo e cheio de melindres quanto alguém – qualquer alguém – que realmente exista.

Enfim, é basicamente isso: não me julgue baseado nas características e descrições de meus personagens. E bem vindos de volta ao Meu Monstro Favorito.